Relações interpessoais em missões no exterior

​Relações interpessoais são difíceis de construir em qualquer tipo de ambiente, pois subjetividades e divergência de ideias, de convicções e de religião podem criar barreiras no trabalho e na convivência. Ao ser destacado para servir no exterior, o militar depara-se com novos obstáculos: a cultura do país e o contato com as diferentes forças armadas. Contudo, seriam essas dificuldades barreira ou possibilidade de crescimento pessoal e profissional?

Ao considerar a nova experiência uma oportunidade, descobre-se que os militares, em qualquer parte do mundo, são mais parecidos do que se pode imaginar. O convívio e o trabalho, lado a lado, das Forças Armadas brasileiras com as norte-americanas e com as forças dos demais países das Américas, por exemplo, proporcionam a chance de progresso e a descoberta de que há semelhança entre seus integrantes.

Não é o tamanho, a riqueza e a cultura dos países que diferenciam seus militares. Na coexistência, eles são muito parecidos: possuem desejos, medos, ansiedades e expectativas bastante similares. Carreira e sucesso são anseios de todos, em qualquer lugar. Contudo, a busca da liderança e a vontade de mostrar capacidade constituem as aspirações que mais destacam esses profissionais.

A primeira aspiração – ser líder ou ser guiado por um – faz parte do farol que tanto se ouve falar. Na caserna, a procura desse líder é natural, não precisando ser ensinada. Nasce no momento em que se coloca o uniforme pela primeira vez, seja o militar de maior grau hierárquico, seja o de mais idade ou o que possui liderança nata.

Os militares brasileiros buscam a liderança e se fazem líderes, mesmo em ambiência externa. Essa atitude mostra que eles buscam o que a Instituição tem de mais importante: a liderança. É possível ver e entender que somos líderes, sim, até mais do que acreditamos.

A segunda aspiração, não menos importante, é a vontade de mostrar eficiência, uma vez que não existe missão que não possa ser cumprida, pois militares brasileiros são iguais aos demais combatentes de outras nações. Esse é o exemplo do Exército Brasileiro em missões no exterior, como no Haiti e, no caso deste artigo, no Colégio Interamericano de Defesa, sediado no Forte McNair, em Washington (DC). Ambas são situações reconhecidas pela Instituição: militares brasileiros que sabem trabalhar em ambiente internacional.

A relação com militares estrangeiros inicia-se no momento em que cada um observa o uniforme do outro. Não importam o tom, a cor e o tipo de camuflagem. A farda é a segunda pele, por isso, há o reconhecimento mútuo da condição de militares, que possuem valores e constroem vínculos.

Dessa forma, é importante destacar que os militares brasileiros são capazes de desenvolver bons relacionamentos interpessoais em todo o mundo, com espírito de liderança e sabendo reconhecer um líder. Eles desejam mostrar competência, pois foram bem preparados no Brasil, o que, consequentemente, eleva a imagem da Força no exterior.

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Forças Armadas – integração com a Nação brasileira

As Forças Armadas são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República. Suas missões são definidas pela Constituição Federal de 1988 – Constituição Cidadã –, cujas principais vertentes são: “defesa da pátria”, missão tradicional de toda Força Armada; “garantia da lei e da ordem” (GLO), observada nos momentos de grave comprometimento da ordem pública; e “garantia dos poderes constitucionais”, ponto polêmico na atualidade.

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Liderança em tempos de mídias sociais

Vivemos dias em que a onipresença dos aplicativos de comunicação instantânea provoca uma reflexão acerca da importância de um aspecto básico para o exercício da liderança: a eficiência e a eficácia do fluxo de informações entre líderes e liderados.

A tomada de decisão em momentos de crise é diretamente afetada pela maneira como as informações chegam ao decisor. E, nos dias atuais, um gigantesco fluxo de informações, dados, opiniões, reivindicações e percepções deve ser gerenciado, adequadamente, para a tomada da decisão.

Por outro lado, percebe-se a influência exercida pelas notícias e informações que chegam a todos pelas mídias sociais. Muitas dessas notícias e informações são falsas. Trata-se da chamada "pós-verdade" e das famosas fake news.

Vamos exemplificar utilizando um caso de exercício da liderança, no ambiente militar, com emprego de tropas. Mas creio que o padrão é facilmente transportável para o mundo corporativo.

Na crise gerada pela greve dos caminhoneiros, que paralisou o País por onze dias, viu-se que um vídeo produzido em uma pequena localidade do interior chegava, instantaneamente, aos centros de poder e às autoridades do nível político. Quem deve decidir qual a melhor maneira de atuar em face de uma situação de iminente emprego da tropa? O comandante tático (operacional, no modelo empresarial) no terreno ou o decisor político/estratégico a centenas ou milhares de quilômetros de distância? A resposta a essa pergunta já está dada nos manuais de operações e de liderança: cada um decide na sua esfera de atribuições. E essa é uma resposta óbvia. Acontece que, como diz o dito popular, "na prática, a teoria é outra."

Aquele vídeo não chega somente até as autoridades encarregadas diretamente pela condução das operações. Chega também à imprensa, aos grupos de pressão, ao judiciário, ao ministério público e ao público em geral. A pressão é imediata. Correntes de opinião formam-se, instantaneamente, pressionando os líderes em todos os níveis. Estes se veem tentados a interferir imediatamente, sem todos os dados e, muitas vezes, em razão das fake news influentes, com dados falsos ou incompletos.

Na paralisação dos caminhoneiros, a influência das fake news atingiu um novo patamar. Reunidos em diversos pontos do território, sem uma liderança unificada e clara, muitos foram informados dos acontecimentos quase que exclusivamente por WhatsApp. Vídeos proliferaram em progressão geométrica. Supostas lideranças davam ordens, repassavam informações, ameaçavam. Criou-se uma "realidade paralela" na beira das estradas.

Assim, o comandante tático viu-se diante da seguinte situação: os caminhoneiros acreditavam naquilo que chegava até eles pelas mídias sociais. Narrativas construídas, muitas vezes, sem qualquer amparo na realidade. Ao mesmo tempo, as lideranças políticas eram pressionadas pelas informações e dados que chegavam de forma caótica e desordenada. Um verdadeiro teste para o exercício da liderança!

Qual é a melhor maneira de atuar em uma situação assim? Parece-nos que a maneira correta é aquela há muito conhecida: liderar também é fortalecer as lideranças subordinadas. Que cada líder decida na sua esfera de atribuições, conhecendo perfeitamente a "intenção do comandante", ou seja, compreendendo exatamente aonde se quer chegar; quais riscos são admissíveis e quais não são; e qual é o estado final a ser alcançado ao término das operações.

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Crise na caverna – Um case de Comunicação

Um treinador de futebol, ex-monge, resolve levar seu time de doze jovens para explorar uma caverna. De repente, a aventura torna-se tragédia. O mundo acompanha, atentamente, cada passo da equipe de resgate em Tham Luang.

O que esse real e espetacular roteiro cinematográfico tem a ver com gerenciamento de crises? Tudo. É a resposta que resume a questão.

Crises são situações de anormalidade com efeitos potenciais de destruição da imagem de pessoas, instituições e países. São capazes de agravar circunstâncias conflituosas e de gerar o estopim para conflitos armados. Para lidar com adversidades, é necessário antecipação, rapidez, proativade e "pré-atividade" na execução das tarefas essenciais ao controle de desdobramentos desenfreados.

No caso da caverna, não só a vida dos garotos do time de futebol "Javalis Selvagens" estava em jogo, mas também a reputação de todo um país. Então, tudo deveria ser feito para salvá-los e, consequentemente, preservar a imagem da Tailândia perante o mundo.

As ações iniciais foram tomadas quando o grupo foi dado como desaparecido. Especialistas em mergulho em áreas restritas, de naufrágios e desmoronamentos foram logo convocados, chegando ao local no terceiro dia. Em decorrência da comoção mundial, rapidamente centenas de pessoas passaram a viajar para aquele país asiático, particularmente, para a desconhecida província de Chiang Rai. Sem demora, jornalistas, mergulhadores, voluntários e turistas deslocaram-se para o "olho do furacão".

Como sempre acontece ao longo da história, os militares, "heróis-protagonistas" em catástrofes mundiais, assumiram o controle, o planejamento e a execução das diversas ações. Foi preciso reunir, de imediato, os meios disponíveis em pessoal e material. Porém, após extrapolados os recursos locais, a participação internacional foi essencial para o êxito das operações. A solidariedade humana foi amplamente explorada pela mídia estrangeira.

As autoridades tailandesas fizeram o isolamento do local, aproveitando a estrutura física da caverna para evitar que imagens não desejadas circulassem pelo mundo. O controle das imagens que vazaram foi eficiente, apesar da grande pressão da imprensa. Nesse contexto, foi relatada a prisão de um repórter cinematográfico por utilizar drone para obter imagens aéreas.

A mobilização foi rapidamente preparada e envolveu atividades de saúde, transporte, alimentação e apoio às famílias dos jovens. Além disso, foi montada uma estrutura de comunicação social, responsável por manter os jornalistas informados e realizar entrevistas coletivas com os coordenadores.

Os principais porta-vozes foram o Governador da província, Narongsak Osatanakorn, e o Contra-Almirante Arphakorn Yuukongkaew, responsáveis pelo procedimento de resgate, junto aos chefes das forças auxiliares e da defesa civil locais. Verificou-se, nitidamente, que todos passaram por media training para aperfeiçoar as habilidades nas entrevistas.

Em face do prejulgamento do técnico Ekkapol Chanthawong por parte da opinião pública, pela iniciativa de ter levado as crianças para a malsucedida aventura, foram divulgadas informações positivas a fim de preservar sua imagem. Dessa forma, ele foi considerado elemento-chave nessa terrível situação, pois utilizou técnicas milenares de meditação e sobrevivência, manteve a estabilidade mental dos jovens e cultivou a esperança, iniciativas fundamentais em situações dessa natureza.

Tudo ia correndo bem, até que tomba um herói – Saman Kunan – militar da reserva da Marinha Tailandesa. Tal foi seu espírito de renúncia que pediu férias do trabalho de segurança, no aeroporto de Suvarnabhumi, para participar como voluntário no salvamento. Adversidade: essa é a palavra que mostra para o que os profissionais de gerenciamento de crises devem se preparar. Tudo pode acontecer!

Desse modo, surge, inesperadamente, a necessidade de se destacar a ação meritória de Kunan, que perdeu a vida para salvar outras. Ações foram adotadas pelas Forças Armadas da Tailândia para informar a sociedade internacional sobre a fatalidade. Houve comovente homenagem póstuma, com honras militares, ao herói mundial que morreu cumprindo a missão.

Porém, torna-se necessário manter a impulsão do resgate. Cada momento era precioso para que o objetivo final fosse alcançado – o salvamento dos treze aprisionados. Imediatamente, o almirante Arpakorn pronunciou-se, bem treinado, em coletiva de imprensa. Assumindo a narrativa do discurso, destacou em frases de efeito: "Nosso moral ainda é forte. Vamos em frente e continuamos trabalhando. Apesar disso, prosseguiremos até cumprir nossa missão!"

Como o time estava muito debilitado, fruto de duas semanas preso na caverna, foram realizadas ações médicas e de reposição alimentar para que pudesse atingir condições físico-sanitárias mínimas, uma vez que era necessário atravessar trecho submerso nos estreitos túneis da caverna de Tham Luang.

Levando-se em consideração a ansiedade das famílias em ter de volta seus entes queridos, os coordenadores adotaram a tática de não divulgar quais meninos seriam resgatados inicialmente. Essa conduta foi tomada para não gerar exigência de priorização por parte das famílias. Escolheram-se os que estavam em melhores condições físicas, seguidos pelos que iriam, gradativamente, restabelecendo as condições nutricionais.

O resgate foi planejado para acontecer em três ou quatro dias, devido às fortes chuvas de monções na Tailândia, nessa época do ano. À medida que os meninos eram retirados, a pressão da imprensa internacional por informação aumentava, particularmente pelo nome dos resgatados e o real estado físico deles. Foi necessário preservar essas informações para que não houvesse prejuízo ao resgate.

Buscando notícias sobre o assunto na Internet, observa-se que existem poucas imagens. Sedentos por informações, os meios de comunicação internacionais utilizaram-se de infográficos, reportagens gravadas em outros locais e imagens de casos semelhantes. Essa observação mostra a eficiência da proteção e do controle informacional realizada pelo grupo de gerenciamento de crises tailandês.

Com o desenrolar do salvamento, ocorreram problemas como falha nas bombas de drenagem da água e aumento do nível da água nas galerias. Contudo, esses fatos foram controlados para que a situação se conduzisse de modo favorável.

Felizmente, todos os treze garotos foram salvos. Infelizmente, tombou um soldado.

Após o resgate, foram divulgadas imagens dos sobreviventes em um hospital tailandês, onde ficaram em recuperação por alguns dias. Passarão para a história como os "Javalis Selvagens" – campeões da "Copa da Sobrevivência de 2018".

Sem desmerecer os que trabalharam no resgate, ressaltam-se aqueles que atuaram nos bastidores da crise e em seu gerenciamento, por trás das cortinas, vendo o pano descer ao final do espetáculo, felizes por terem cumprido anonimamente suas tarefas.

Parabéns, guerreiros tailandeses da comunicação!

Missão cumprida!

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Amizade ou interesse?

Não existem países amigos; não há amizade. O que existe são interesses. Aliás, as nações estão em eterno conflito de interesses. Contraditório? Não.

Amigo é o indivíduo com o qual se mantém relação de afeto, consideração, respeito, lealdade e espírito de ajuda. Países não possuem nem sentimentos, nem remorsos. Mesmo que tenham ressentimentos, não dispõem de atributos afetivos. Contudo, isso não significa que sejam inimigos e que não exista cooperação entre eles.

Existe relação profícua quando há algo importante, útil, vantajoso, benéfico ou conveniente entre as partes. Assim, os povos relacionam-se na busca de obterem ganho. Às vezes os interesses colocam-nos em situações opostas, o que amplifica as divergências.

Ocorre desavença na falta de entendimento, na divergência e na contestação entre os envolvidos. Segundo o Manual de Campanha Estratégia – C 124-1, conflito "é o enfrentamento intencional entre oponentes, predispostos a usar variado grau de violência. Possui ampla faixa de abrangência que vai do conflito entre indivíduos ou grupos de indivíduos ao que ocorre entre Estados ou grupos de Estados. A guerra é o conflito no seu grau máximo de violência." Dessa forma, países somente estão em situação de hostilidade quando há violência, em maior ou menor grau. A teoria do manual é estrita e contribui para limitar o conceito.

Atualmente, as disputas devem ser observadas num espectro mais amplo, pois "guerras ou divergências" acontecem, diariamente, nos diversos campos do poder, e não exclusivamente pelo uso da força ou da violência. Dentro de um mesmo território, também pode haver desentendimentos. Como exemplo, no Brasil, criou-se o conceito de "guerra fiscal" entre Estados ou cidades que aprovam incentivos fiscais com o objetivo de atrair empresas. Evidencia-se, nesse caso, clara disputa econômica entre governos estaduais ou municipais.

O conflito de interesses é a situação gerada pela discordância de algo importante entre os envolvidos. É nesse sentido que se explica o porquê de as nações estarem em eterna desavença. Normalmente, ela é vencida por aqueles que possuem maior poder para impor sua vontade.

Essa capacidade tem origem no potencial que o país tem de articular, de forma inteligente e criativa, seus diversos campos do poder, barganhando para atender a seus objetivos. O emprego de diferentes áreas do poder chama-se estratégia. E uma boa estratégia diminui as possibilidades de conflito.

No tocante à situação de divergências, podemos mencionar a ausência de relações diplomáticas entre China e Nicarágua e a disposição chinesa em investir num canal naquela região. Nesse caso específico, a China não reconhece a independência de Taiwan, adotando a postura de não manter relacionamento diplomático com governos que reconhecem a ilha como país.

A Nicarágua, que mantém relações diplomáticas com Taiwan, tem intenção em construir um canal para fazer frente ao do Panamá. Portanto, é candidata a receber investimentos chineses para a abertura dessa nova passagem pela América Central, unindo os oceanos Atlântico e Pacífico. A China, que é grande exportadora e importadora, é interessada nesse possível empreendimento, pois permitirá encurtar distâncias, barateando o custo dos fretes. Percebe-se, portanto, a existência de divergência política e interesse econômico entre as duas nações.

Algumas disputas não se resolvem sozinhas, por isso, há necessidade de conciliadores, mediadores, tribunais, comissões, organizações e instituições, entre outros, para a solução dos conflitos. Mesmo que os países possuam fortes relações comerciais, nada impede que haja, por exemplo, divergências em taxações de produtos negociados entre eles. Nesses casos, é preciso que organismos busquem uma solução para essas controvérsias de menor intensidade.

Como se observa, ainda que povos não estejam em guerra, podem entrar em conflito em outros campos, normalmente, no econômico. Ainda que haja parcerias econômicas, sempre serão questionados se há vantagens mútuas ou "soma zero" entre eles. "Ganha-ganha" ou jogo de "soma não zero", no contexto da teoria dos jogos, são aqueles em que todos os participantes se beneficiam de forma cooperativa. Segundo a mesma teoria, o jogo de "soma zero" refere-se ao ganho de um jogador que implica, necessariamente, na perda do outro. É possível que nas relações internacionais o jogo de "soma zero" esteja mais próximo da realidade, mesmo que no dia a dia essa situação não seja ostensiva e tão explícita.

O biógrafo grego Plutarco, nascido há quase dois mil anos, escreveu diversas obras, entre elas, "Como tirar proveito de seus inimigos". Apesar de o livro tratar do aperfeiçoamento moral entre homens, fazendo analogia simplista em relação à convivência entre nações, pode-se considerar, como reflexão, um dos seus pensamentos: "É próprio de um homem ponderado tirar proveito de seus inimigos".

Desse modo, não significa que os países sejam inimigos, mas é de sua natureza a busca de vantagens. Eles sempre procuram obter ganhos quando se relacionam, sendo obrigados a ceder em algum ponto. É verdade que pode haver afinidade entre povos, seja por ligações culturais, seja pela origem comum ou conveniência, mas os benefícios nacionais serão prioritários. Nas relações internacionais, reza a máxima "amigos, amigos, negócios à parte". O que existe são os interesses de cada um, afinal, "uma coisa é a relação de amizade, outra é a comercial".

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