Vencendo o inimigo pelo coração

Vencendo o inimigo pelo coração


“Vencendo o inimigo pelo coração” é uma frase de efeito, uma metáfora e significa que, para se conquistar um objetivo, deve-se agir nos sentimentos, em especial, nas necessidades das pessoas. Se a leitura do texto foi iniciada por causa do título, é porque a curiosidade do leitor foi instigada, uma característica humana. Esse é um artifício empregado para explicar como a propaganda deve ser planejada e executada.

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Brasil e Chile: Exércitos alinhados na comunicação

Brasil e Chile: Exércitos alinhados na comunicação

Compartilhar experiências no campo das comunicações representou uma ótima oportunidade de melhorar os processos  realizados nessa área em nossas instituições.

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A quarta onda do poder

A quarta onda do poder

O Exército Brasileiro, por intermédio do Centro de Comunicação Social do Exército (CCOMSEx), conduziu, em setembro de 2018, o painel “Pavimentando a estrada da Comunicação Social do Exército Brasileiro para o futuro”. E, por que o painel?

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Liderança em tempos de mídias sociais

Liderança em tempos de mídias sociais

Vivemos dias em que a onipresença dos aplicativos de comunicação instantânea provoca uma reflexão acerca da importância de um aspecto básico para o exercício da liderança: a eficiência e a eficácia do fluxo de informações entre líderes e liderados.

A tomada de decisão em momentos de crise é diretamente afetada pela maneira como as informações chegam ao decisor. E, nos dias atuais, um gigantesco fluxo de informações, dados, opiniões, reivindicações e percepções deve ser gerenciado, adequadamente, para a tomada da decisão.

Por outro lado, percebe-se a influência exercida pelas notícias e informações que chegam a todos pelas mídias sociais. Muitas dessas notícias e informações são falsas. Trata-se da chamada "pós-verdade" e das famosas fake news.

Vamos exemplificar utilizando um caso de exercício da liderança, no ambiente militar, com emprego de tropas. Mas creio que o padrão é facilmente transportável para o mundo corporativo.

Na crise gerada pela greve dos caminhoneiros, que paralisou o País por onze dias, viu-se que um vídeo produzido em uma pequena localidade do interior chegava, instantaneamente, aos centros de poder e às autoridades do nível político. Quem deve decidir qual a melhor maneira de atuar em face de uma situação de iminente emprego da tropa? O comandante tático (operacional, no modelo empresarial) no terreno ou o decisor político/estratégico a centenas ou milhares de quilômetros de distância? A resposta a essa pergunta já está dada nos manuais de operações e de liderança: cada um decide na sua esfera de atribuições. E essa é uma resposta óbvia. Acontece que, como diz o dito popular, "na prática, a teoria é outra."

Aquele vídeo não chega somente até as autoridades encarregadas diretamente pela condução das operações. Chega também à imprensa, aos grupos de pressão, ao judiciário, ao ministério público e ao público em geral. A pressão é imediata. Correntes de opinião formam-se, instantaneamente, pressionando os líderes em todos os níveis. Estes se veem tentados a interferir imediatamente, sem todos os dados e, muitas vezes, em razão das fake news influentes, com dados falsos ou incompletos.

Na paralisação dos caminhoneiros, a influência das fake news atingiu um novo patamar. Reunidos em diversos pontos do território, sem uma liderança unificada e clara, muitos foram informados dos acontecimentos quase que exclusivamente por WhatsApp. Vídeos proliferaram em progressão geométrica. Supostas lideranças davam ordens, repassavam informações, ameaçavam. Criou-se uma "realidade paralela" na beira das estradas.

Assim, o comandante tático viu-se diante da seguinte situação: os caminhoneiros acreditavam naquilo que chegava até eles pelas mídias sociais. Narrativas construídas, muitas vezes, sem qualquer amparo na realidade. Ao mesmo tempo, as lideranças políticas eram pressionadas pelas informações e dados que chegavam de forma caótica e desordenada. Um verdadeiro teste para o exercício da liderança!

Qual é a melhor maneira de atuar em uma situação assim? Parece-nos que a maneira correta é aquela há muito conhecida: liderar também é fortalecer as lideranças subordinadas. Que cada líder decida na sua esfera de atribuições, conhecendo perfeitamente a "intenção do comandante", ou seja, compreendendo exatamente aonde se quer chegar; quais riscos são admissíveis e quais não são; e qual é o estado final a ser alcançado ao término das operações.

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Estejamos preparados! A guerra sequer começou

Estejamos preparados! A guerra sequer começou

O livro "1984" – último romance de George Orwell – foi escrito em 1949. Para o autor, seriam necessários 35 anos para que alguns dos mecanismos do controle e da manipulação da informação e dos recursos tecnológicos visualizados naquela época se transformassem em realidade. Se ele acertou em uns aspectos, errou longe noutros. O autor vislumbrava um futuro aterrorizante, com grande parte da população sem acesso à informação.

Mas, o que se verifica nos dias atuais está distante dessa conjectura. Devido à velocidade com que ocorrem as transformações, é difícil imaginar o que acontecerá daqui a 35 anos, pois as possibilidades são infinitas.

Desse modo, correndo-se o risco de errar tal como Orwell, podem-se levantar algumas perspectivas para anos vindouros.

Os grandes desafios que surgem da nova sociedade, a começar pela difícil tarefa de descobrir como manter a popularização dos meios de comunicação e suas constantes inovações tecnológicas, podem aproximar pessoas de audiências distintas fazendo uso de diversas linguagens. Com a evolução da Internet e da tecnologia, o público, que até então só consumia a notícia, pode agora produzir o seu próprio conteúdo.

As informações são voláteis, possuem pouca durabilidade, sendo rapidamente superadas, o que exige maior dinamismo na produção do conhecimento. A partir do advento da Internet, os paradigmas da comunicação sofreram se não uma ruptura, um abalo profundo nos seus fundamentos. O modelo simplificado "emissor – mensagem – receptor" ganhou complexidade: a de que todos podem ser potenciais emissores. A mensagem tornou-se mais veloz em um mar de informações, que chega a números impressionantes, como as 300 horas de conteúdo disponibilizado por minuto no YouTube.

As oportunidades de toda essa conexão e comunicação cada vez mais rápida e com maior abrangência exigem agilidade e preparo. A lentidão e o despreparo oferecem a outra face: a ameaça. Porém, qual a estratégia para enfrentar um cenário desses?

Nem sempre a empresa maior derrota a menor, e sim a mais rápida vence a mais lenta. A velocidade é cada vez mais importante também na manutenção da credibilidade e no fortalecimento da imagem das organizações.

Então, respondendo à pergunta, o preparo para esse cenário é ter, além do conhecimento técnico, estruturas capazes de responder às demandas em pouco tempo, evitando que uma exposição negativa perdure. Quanto mais permanecer em evidência, maior será o dano à imagem.

Um vídeo gravado por celular pode atingir milhares (ou milhões) de pessoas em poucos minutos, não sendo possível controlá-lo. Porém, o que aparecerá nas imagens? Pode ser um militar ajudando uma senhora a atravessar a rua ou usando uma viatura para descarregar lixo em área de preservação ambiental.

Se o vídeo, que ganhará milhares de visualizações no YouTube, for o da primeira opção, ótimo! Caso seja o da segunda, a resposta terá que ser rápida. Respondendo ou posicionando-se da forma certa – e aí não se trata somente de comunicação –, a resposta deve ter atitude compatível com os valores da Instituição. O erro, que poderia ser uma ameaça, transforma-se em oportunidade para que se reforcem as mensagens e se ganhe ainda mais credibilidade.

Outra questão a ser abordada encontra-se na decadência de valores ou na valorização de novas convicções sociais. Os últimos anos têm demonstrado a falta de credibilidade de diversas instituições governamentais, fazendo com que a sociedade busque aquelas que comprovam correção, tradição, valores éticos e morais. Assim sendo, essa pode ser uma janela de oportunidades para o Exército, que é, reconhecidamente, a Instituição que representa, com naturalidade, essas necessidades.

Há, em andamento, luta silenciosa e desigual nos bastidores da comunicação entre a valorização daquilo que as pessoas de bem consideram "correto" e as forças obscuras que cultuam o "errado". As Forças Armadas e, em especial, o Exército Brasileiro, são as instituições que mais têm atendido às diversificadas demandas da sociedade, até aquelas intangíveis e apenas no imaginário dos cidadãos. As crescentes correntes de pedido de participação em assuntos que, muitas vezes, não são missões constitucionais, demonstram a elevada confiabilidade da população nas três Forças, situação comprovada por pesquisas de opinião.

Por fim, esses dois fatores – a dinâmica provocada pelas inovações tecnológicas e as mudanças culturais e de valores – vão motivar ajustes ou correções de rumo da comunicação social.

Estejamos preparados! A guerra sequer começou.

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