O emprego da Comunicação Social na Força de Pacificação do Complexo da Maré

     Aproveitando a experiência de ter participado como Oficial de Ligação do CCOMSEx na célula de Comunicação Social da Força de Pacificação do Complexo da Maré, o autor elaborou um trabalho a respeito, que resumidamente será exposto buscando instigar a discussão sobre o citado assunto. 

A Operação de Pacificação com emprego das Forças Armadas no Complexo da Maré foi autorizada pela Presidente da República atendendo a solicitação encaminhada pelo Governador do Estado do Rio de Janeiro ao Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI).
Inicialmente, as Forças Armadas assumiram a responsabilidade de apoiar o Estado do Rio de Janeiro em seu processo de pacificação por um período de aproximadamente quatro meses (04 de Abril - 31 de Jul). Neste curto período de tempo a Comunicação Social pautou sua missão em preservar e fortalecer a imagem da Força.
Após o início da missão, em 05 de Abril de 2014, foram emitidos 3 (três) novos Avisos Ministeriais (Jul e Out/14) que respectivamente, foram dilatando o prazo final de permanência.
    Segundo o autor, a percepção inicial de que o Exército Brasileiro permaneceria pouco tempo no Complexo da Maré exigiu, posteriormente, um redimensionamento das orientações de Comunicação Social. As constantes prorrogações de permanência na missão e os diferentes níveis de conhecimento dos aspectos de Comunicação Social por parte dos 10 (dez) oficiais que desempenharam a função de E7, no período de Abr/14 a Mar/15, trouxeram certos desencontros no trato das informações públicas, das relações públicas na confecção e divulgação dos produtos nos diferentes contingentes da Força de Pacificação.
Cabe ressaltar que cada F Pac, trabalhou com efetivos distintos tanto para atuar nas áreas de Com Soc quanto na área de Op Psico e Ass Civis fato que provocou com que cada contingente estruturasse sua grade de atribuições e responsabilidades de forma distinta.
    Esse desalinhamento conduziu a Chefia do CCOMSEx a decidir por um apoio mais presente e atuante na área de operações, determinando que fossem realizadas visitas técnicas de acompanhamento, principalmente, na transição  entre os contingentes e no meio do período, e por fim, a partir de Fev/15 com a permanência de um Oficial de Ligação, junto ao Estado Maior da Força de Pacificação. Esta decisão do Centro teve como principal finalidade buscar padronizar e alinhar os procedimentos de Comunicação Social dos contingentes da Força de Pacificação, do Cmdo Mil de Área e do próprio CCOMSEx.
     A gama de atribuições da Seção de Comunicação Social, essenciais em uma operação de pacificação, por si só justificam que a estrutura da seção seja capaz de atender adequadamente todas as vertentes da Comunicação Social.
     Todos os contingentes elegeram a conquista do apoio da população como sendo o Centro de Gravidade da Operação no Complexo da Maré. No entanto, analisando os efetivos reais empregados pela Força de Pacificação julga-se que somente a partir do VI contingente os recursos humanos empregados passaram a atender em melhores condições a gama de atribuições inerentes à Comunicação Social de uma Força de Pacificação. Na percepção do autor, o emprego de pequenos efetivos na célula de Comunicação Social da grande maioria dos contingentes é um aspecto limitante na busca da conquista do apoio da população e no atendimento à grande demanda de assuntos atinentes à Comunicação Social em operações desta natureza.
    Quatro aspectos são fundamentais e colaboram sobremaneira para o êxito nas operações em um ambiente assimétrico como o da Pacificação: o bom relacionamento com a população local; o atendimento oportuno e preciso das demandas da imprensa; a boa integração com as diversas agências e organismos do Estado e o Estado moral da tropa.
     Será que durante a Op Pacificação a célula de Comunicação Social cumpriu adequadamente com os 4 (quatro) aspectos citados acima?Para responder a esse questionamento o autor realizou uma pesquisa documental nos arquivos disponíveis e encontrados nas diversas seções de Comunicação Social do I ao VI contingente. A pesquisa foi realizada tomando por base, principalmente, as Mensagens Diárias Operacionais (MDOp), apesar da falta de padronização e da inexistência de alguns arquivos foi possível tabular grande parte dos seguintes aspectos.

Gra 1

Sem título

3

    A tabulação das demandas proporcionou ao autor diagnosticar as principais atividades e tarefas executadas pela célula de Com Soc da F Pac. Em um segundo momento foram descritas as atividades executadas por cada uma das vertentes de Com Soc na F Pac. De posse da análise das demandas e das atividades executadas o autor ratifica a necessidade de se estruturar a célula da Com Soc por vertentes da Com Soc e com o efetivo adequado. E ainda, que recursos devam ser disponibilizados, na fase de planejamento e preparo, para a aquisição de produtos de divulgação, confecção das artes gráficas.
Matéria na íntegra pode ser acessada no site da Revista Militar Review, por intermédio do seguinte link:  Military Review Edição Brasileira Setembro-Outubro 2015

 

Perspectivas de conflitos no Atlântico Sul: reflex...
A ameaça terrorista QBRN
 

Comentários

Nenhum comentário feito ainda. Seja o primeiro a enviar um comentário
Visitantes
Terça, 30 Maio 2017

Imagem do Captcha