Maria Quitéria e as Mulheres Guerreiras

Maria Quitéria e as Mulheres Guerreiras

Historicamente, os conflitos bélicos têm sido considerados um negócio de homens. A guerra, no entanto, trata-se de um fenômeno social, cultural e político, inerente à atividade humana, independente de gênero. Desde a Antiguidade, as mulheres desempenharam, em maior ou menor grau, dependendo da cultura ou da época, um papel de relevo na guerra. Divindades femininas, cujas origens antecedem os registros históricos, estão presentes nas culturas mais antigas, muitas vezes retratadas como guerreiras.  Por volta do século VIII a.C., as míticas Amazonas, mulheres guerreiras, já eram dignas de registro.  Governadas por uma rainha e não admitindo homens em sua cidade, senão como servos, elas descendiam do deus da guerra Ares e da ninfa Harmonia, razão pela qual suas predileções incluíam a guerra e a caça. De acordo com Heródoto, habitavam a região do Ponto (atual Turquia), perto da costa do Mar Euxino (Mar Negro). As Amazonas tinham grande veneração à deusa Ártemis, identificada mitologicamente com a caça.

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