A Comunicação Social na Operação Acolhida

O Estado de Roraima, com pouco mais de 500 mil habitantes, possui em sua capital, Boa Vista, cerca de 330 mil habitantes, contudo, nos últimos anos, tem havido incremento da população, fruto de milhares de imigrantes venezuelanos que fogem da crise econômica. Assim, praças e ruas passaram a ser frequentadas por imigrantes desassistidos, as escolas públicas e o sistema de saúde ficaram exauridos e o índice de violência urbana aumentou.

No que se refere ao potencial dos veículos de comunicação, pode-se dizer que o Estado é bem servido desses meios, entre eles, jornais impressos, canais de televisão (com programas locais e regionais), rádios AM e FM e mídias online. Muitos dos programas têm alcance nacional. É nesse contexto que a Força-Tarefa Logística Humanitária conduz a Operação Acolhida.

A Força-Tarefa (FT) originou-se pela Medida Provisória n.º 820, de 15 de fevereiro de 2018, que dispõe sobre medidas de assistência emergencial para acolhimento a pessoas em situação de vulnerabilidade, decorrente de fluxo migratório provocado por crise humanitária na República Bolivariana da Venezuela; e nos Decretos n.º 9.285 e n.º 9.286, ambos de 15 de fevereiro de 2018, que reconhecem essa situação de vulnerabilidade e que definem a composição, as competências e as normas de funcionamento do Comitê Federal de Assistência Emergencial para acolhimento desses vulneráveis.

A Operação Acolhida é conjunta, interagências e de natureza humanitária, sendo composta pelos representantes dos seguintes órgãos: Marinha, Exército e Força Aérea; diversos ministérios do governo federal; diferentes organizações não governamentais; agências civis; secretarias estaduais e municipais; Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, entre outros. A operação tem por objetivos recepcionar, identificar, triar, imunizar, abrigar e interiorizar esses imigrantes.

Por meio da Operação, a Força-Tarefa Logística Humanitária tem por missão cooperar com os governos federal, estadual e municipal, realizando as medidas de assistência emergencial para acolhimento dos imigrantes que se enquadram nas normas legais já abordadas. Em virtude da dimensão humanitária da Operação e do impacto dos imigrantes desassistidos em Boa Vista, a comunicação social vem sendo de vital importância para esclarecer a população a respeito das ações desenvolvidas.

No que se refere à célula de comunicação social da FT, as missões resumem-se em preservar e fortalecer a sua imagem. Com eficiente e ágil rede de contatos, que envolve jornalistas e órgãos de mídia, a célula vem estabelecendo bom relacionamento com a imprensa, facilitando a convergência de objetivos. Desse modo, a comunicação social da Força-Tarefa tem produzido matérias que contribuem para elevar o moral da tropa, a qual vê seu trabalho reconhecido pelos imigrantes e os resultados nas diversas ações alcançadas. Paralelamente a essas ações internas, por meio da imprensa, a célula tem divulgado a relevância da Operação Acolhida para a sociedade.

Os veículos de comunicação demonstraram maior interesse quando ocorreu a primeira grande ação: a transferência para abrigos dos imigrantes desassistidos que ocupavam a Praça Capitão Clóvis. Embora a Força-Tarefa já atuasse em outras situações, como a recuperação e a construção de abrigos, a complexidade dessa ação na praça foi a que mais chamou à atenção da comunidade. A segunda grande ação foi a transferência dos imigrantes que se encontravam na Praça Simón Bolivar.

Simultaneamente, o processo de interiorização, conduzido por um subcomitê capitaneado pela Casa Civil, também colocou a Operação em evidência, especialmente nas mídias nacional e internacional. As duas ações e o processo de interiorização alavancaram a Operação para um novo patamar de exposição. Os trabalhos desenvolvidos em Roraima, que tinham alcance regional, passaram a ter repercussão no Brasil e no mundo.

Além da imprensa, cabe destacar o papel da comunicação social na participação de audiências públicas, simpósios em universidades e recepção de comitivas. Todos esses eventos contribuíram para a difusão das atividades da Força-Tarefa e, por conseguinte, da Operação Acolhida.

Outro trabalho desenvolvido pela comunicação social foi a exposição de fotografias, intitulada "40 Momentos da Operação Acolhida" e organizada com fotografias dos primeiros dias da operação. Tal empreendimento teve excelente repercussão junto à imprensa local.

Por fim, a atuação da célula de comunicação social foi facilitada devido ao aspecto humanitário da Operação, ao profissionalismo da equipe, às características psicossociais do Estado de Roraima, à boa relação com os veículos de comunicação e aos bons resultados alcançados. Tudo isso permitiu à comunicação social o cumprimento da missão de manter e fortalecer a imagem da Força-Tarefa Logística Humanitária e, consequentemente, do Exército Brasileiro.

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A Comunicação Social do Exército nos Jogos Rio 2016

Os Jogos Olímpicos Rio 2016, maior evento esportivo e de mídia do planeta, foram realizados na Cidade do Rio de Janeiro e em cinco cidades-sede do futebol (Belo Horizonte, Brasília, Manaus, Salvador e São Paulo), de 5 a 21 de agosto. Nesse período, ocorreram 42 campeonatos mundiais em 17 dias de competições. Houve a participação de 206 países, com, aproximadamente, 11 mil atletas, 45 mil voluntários e 25 mil profissionais de mídia credenciados.

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A ameaça terrorista QBRN

 

Não é foco desta discussão a descrição ou enumeração de grupos terroristas e seus atos, porém buscar-se-á apresentar uma cronologia resumida que permita o leitor interpretar, à luz de dados históricos, o aumento da intensidade e do uso do terrorismo, especialmente nas duas últimas décadas e, em particular, no século XXI.



O Conflito de Quarta Geração se manifesta principalmente por intermédio de atos terroristas, que buscam a implantação do terror, tornando-se dedutível e compreensível o aumento no número de atentados terroristas nestas últimas décadas e a crescente busca, por parte de organizações terroristas, da aquisição de agentes QBNR, capazes de espalhar o pânico e causar grande número de baixas em curto espaço de tempo e com relativa facilidade de emprego.

Para que se tenha uma ideia do aumento da ameaça terrorista nas últimas décadas, considerando apenas os atos de maior repercussão na mídia, o período de 1990 a 2007 superou em cerca de 1.450 % as duas décadas anteriores (1970 e 1980), levando-se em consideração o número de baixas (mortos e feridos) dos atentados, com base nos dados do USA News, Australian Broadcasting Corporation e FBI.

O aumento do número de atentados terroristas reflete diretamente na tentativa de aquisição de agentes QBNR por parte das organizações terroristas.
O gráfico abaixo, elaborado pelo autor deste texto, com os dados extraídos do apêndice 1 do livro intitulado “A nova face do terrorismo: ameaças das armas de destruição em massa”, de autoria de Nadine Gurr e Benjamin Cole (2ª Edição – 2002 – 312p), demonstra, com base em dados históricos, o crescimento assombroso dos atos e tentativas de utilização de agentes QBNR por terroristas.
O banco de dados utilizado é uma lista de incidentes terroristas, mas também inclui as tentativas de adquirir armas QBNR; tentativa de uso de tais agentes; ameaças de usar armas QBNR sem qualquer evidência de capacidades reais; ameaças de uso envolvendo a posse efetiva dos agentes QBNR; fraudes; e incidentes correlatos. Existem também alguns incidentes com armas químicas e biológicas, a fim de dar ao banco de dados um contexto histórico, concentrado principalmente no século XX e XXI, porém, no entanto, não inclui o uso criminoso de armas QBNR, embora tenha havido muitos casos de tentativas de extorsão e de assassinos usando esses agentes, além de ameaças envolvendo a contaminação de alimentos ou água.
É importante notar que existe uma distinção entre o uso de agentes QBNR para fins de destruição em massa e sua utilização em ataques pequenos e limitados, como assassinatos individuais e homicídios com incapacidade para aterrorizar ou produzir contaminação.
Cabe ressaltar que existem muitos incidentes que não são notificados.
Tem sido também considerável a confusão em torno do uso de armas QBNR no passado por terroristas, devido à ambiguidade em termos semânticos, como o que se entende por ADM e agentes QBNR e o próprio termo terrorista, ainda não definido oficialmente no Brasil até o presente momento.  
Inspirando-se em padrões passados da aquisição e utilização QBNR, os incidentes neste banco de dados podem destacar os sinais de advertência e fornecer uma compreensão mais abrangente das motivações subjacentes à ameaça.
Baseando-se em ameaças terroristas QBNR do passado os autores tentam identificar e quantificar as tendências atuais e definir o perfil desta ameaça.
O gráfico abaixo representa esses atentados ou incidentes, de forma quantitativa, para que se possa concluir sobre o aumento dos casos nesta última década, corroborando a teoria do Conflito de 4ª Geração (C4G) e a teoria da Guerra Híbrida (GH).

fig1
Figura 1 – Gráfico de atentados terroristas QBNR
Fonte: o autor


    Para que se tenha uma ideia, ainda mais significativa, do aumento da atividade terrorista QBRN, usando como exemplo a área radiológica/nuclear, o aumento do tráfico ilícito de material nuclear nos últimos anos foi significativo, com pico nos anos de 2006 e 2007, inclusive com tentativas de cruzar fronteiras com quantidade de urânio altamente enriquecido ou plutônio suficientes para construção de bombas atômicas, como nos mostra o gráfico abaixo, extraído do banco de dados de tráfico ilícito da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
Este gráfico complementa as informações do gráfico anterior, com um detalhamento muito maior, pois é resultado do trabalho de todo um sistema de países interligados pela AIEA para este fim.
É evidente que existem informações que não são repassadas à AIEA e, também, que algumas das informações contidas neste gráfico são coincidentes com informações contidas no gráfico anterior.

fig2
Figura 2 – Incidentes envolvendo posse não autorizada e atividades criminosas, reportados ao ITDB, 1993-2013
Fonte: Agência Internacional de Energia Atômica (www-ns.iaea.org)

fig3
Figura 3 – Incidentes envolvendo roubo ou perda, reportados ao ITDB, 1993-2013
Fonte: Agência Internacional de Energia Atômica (www-ns.iaea.org)

fig4
Figura 4 – Outras atividades ou eventos não autorizados, reportados ao ITDB, 1993-2013
Fonte: Agência Internacional de Energia Atômica (www-ns.iaea.org)

    Como se pode observar, a possibilidade de ocorrência de um atentado com material radioativo (bomba suja) não pode ser descartada.
    O Brasil sediará os Jogos olímpicos em 2016 e há um consenso entre os estudiosos do assunto de que não há país que esteja livre de atentados terroristas, embora alguns afirmem que em certos países, como o Brasil, um atentado desta natureza não seria foco do interesse de terroristas pela repercussão contrária ao grupo autor que se refletiria em possíveis ações repressivas em excesso, diminuindo a “liberdade de ação” deste grupo em atingir objetivos de maior interesse para a sua causa. Porém, os chamados “lobos solitários” poderiam atuar livres de qualquer preocupação de retaliação por não representarem uma organização ou grupo específico, o que aumenta a possibilidade de ocorrência de atentados sem distinção de países.
Desta forma, torna-se fundamental que o Brasil esteja preparado para responder a um incidente desta natureza, mas, principalmente que esteja consciente desta vulnerabilidade comum a todos os países do mundo e que trabalhe diuturnamente nas atividades preventivas de não proliferação para que possamos garantir a segurança da população e a integridade das instalações vitais para o Estado Brasileiro.

 

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A AMAN e a manutenção dos valores militares

Nas últimas décadas, devido à série de fatores que não serão comentados neste texto, a sociedade brasileira foi se modificando e, pouco a pouco, a população foi deixando de cultivar valores importantes, anteriormente reconhecidos como necessários ao aperfeiçoamento do indivíduo e ao convívio social harmônico, seja no exercício das diversas profissões, seja no relacionamento interpessoal. Para o Exército Brasileiro, que recebe seu pessoal dessa sociedade, as citadas mudanças tornaram-se grave problema a ser enfrentado, uma vez que vêm causando a progressiva deterioração de valores militares fundamentais, como patriotismo, espírito de corpo, disciplina e respeito às leis, à hierarquia, aos camaradas e às pessoas em geral.

No caminho da depreciação dos valores militares, vê-se, como consequência, a progressiva destruição das tradições castrenses, pois cidadãos que têm valores diferentes não podem ter as mesmas tradições. Estas são os elos da corrente de coesão que une o passado ao presente e que permitem o entendimento entre as antigas e as novas gerações de profissionais militares. Além disso, são o estabelecimento de laços de liderança entre os diversos níveis da hierarquia. Sem sólidas tradições, prejudica-se o bom funcionamento da Instituição.

Por isso, na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), escola formadora dos oficiais combatentes do Exército Brasileiro, é preciso executar um trabalho proficiente, que sustente a formação correta dos cadetes que, dentro em pouco, integrarão a coluna vertebral da Instituição. É fundamental formar oficiais motivados e compromissados, capazes de fornecer aos seus futuros subordinados exemplos pessoais ligados aos valores militares que o Exército precisa manter.

A seguir, será mostrado o core de valores fundamentais que precisam ser internalizados por aqueles que comandarão outros militares e que administrarão os meios coercitivos mais poderosos de que o Estado dispõe. Internalizar ou interiorizar um valor é o processo pelo qual a pessoa, inconscientemente, incorpora ao seu caráter um valor, que foi para ela identificado por outro indivíduo ou por um grupo social.

Do ponto de vista filosófico, o termo "valor" refere-se a uma propriedade das coisas ou do comportamento individual pelo qual é satisfeito um determinado fim, julgado relevante por um grupo. A lealdade, por exemplo, é valor essencial para quem precisa trabalhar em grupo, como é o caso dos militares.

Imagine-se um grupo militar no qual os integrantes sejam desleais. Nessa situação, as pessoas não confiarão umas nas outras. Isto será trágico, porque, em tal equipe, não haverá cooperação, camaradagem e coesão, o que impossibilita o trabalho com unidade de propósitos, em busca do cumprimento das missões.

É relevante destacar que cada conjunto humano costuma ter os seus próprios valores e que o grupo militar tem os seus muito bem identificados. Os valores militares delimitam a cultura grupal, auxiliam na construção do caráter de seus integrantes e, em consequência, balizam as suas atitudes. No Exército, isso ainda acontece porque a maioria de seus integrantes internalizou os valores grupais.

Os valores, quando incorporados, tornam-se características individuais ou atributos da área afetiva, que levam a pessoa a agir de uma determinada maneira. Conforme um antigo glossário do Centro de Estudos de Pessoal (CEP), um atributo da área afetiva pode ser definido como uma característica relativamente consistente do indivíduo para responder, de uma determinada maneira, às situações que se apresentam.

Na AMAN, o discente deverá identificar e internalizar valores imprescindíveis à formação de seu caráter, para que possa, no futuro, comandar grupos militares, tornando-se, com suas atitudes, exemplo vivo desses valores. Desse modo, se um cadete internalizou o valor "lealdade", pode-se inferir que esse militar tenderá a agir de maneira leal com superiores, pares e subordinados. Se um dia falhar, tanto o grupo, quanto a própria consciência o acusarão.

Mas, o que vem a ser "caráter"?

No sentido geral, é o conjunto das características individuais e das condições fundamentais de inteligência, de sensibilidade e de vontade que distinguem uma pessoa das demais. Sob o aspecto moral, é a energia da vontade e a firmeza de princípios e propósitos que conferem ao indivíduo uma diretriz bem definida em sua conduta. Essas são as características da chamada "pessoa de caráter", isto é, daquela que possui o "senso moral" corretamente orientado.

No estudo da personalidade, podem ser considerados dois aspectos:
- o hereditário (temperamental); e
- o psicossocial / ambiental (caracterológico).

Assim, a base hereditária da personalidade expressa-se por meio do "temperamento", enquanto que o "caráter" representa a face ambiental.

Não é tarefa simples obter modificações no temperamento ou no caráter de alguém. Segundo Daniel Goleman, em seu livro Inteligência Emocional (1995), para se modificar, o indivíduo deverá adquirir consciência das próprias emoções, aptidão indispensável e sobre a qual se fundam outras, como o equilíbrio emocional, base da autodisciplina, que era citada por Aristóteles como princípio fundamental do caráter.

O caráter consolida-se conforme o ser humano internaliza valores nos cinco níveis taxonômicos do domínio afetivo: receptividade, resposta, valorização, organização e caracterização. Na AMAN, procura-se obter a adequação do caráter dos discentes. O que se deseja é desenvolver nesses jovens um caráter compatível com as exigências da cidadania e com as necessidades da vida militar, particularmente, aquelas impostas pelas situações de combate, dando aos discentes instrumentos que os capacitem a comandar, com proficiência, na paz e na guerra.

Considera-se que obter a internalização dos valores militares pelos cadetes é a parte mais difícil e complexa da formação.

Mas, por que motivo essa internalização de valores deve ser obtida?

Ocorre que, no futuro, os cadetes terão não só que comandar seus subordinados de forma correta - chefiando, administrando e liderando -, mas também que ser "administradores da violência", uma vez que o Estado colocará nas mãos desses militares os meios coercitivos mais poderosos, para que sejam empregados na defesa dos legítimos interesses da Nação. Portanto, o futuro oficial deve possuir caráter bem formado, a fim de utilizar corretamente esses recursos.

Para que isso aconteça, quais são, no mínimo, os valores que precisam ser internalizados pelos cadetes?

Para que se tenha um bom entendimento da questão, os valores serão divididos em três grupos. No primeiro, estão relacionados os valores ligados à integridade de caráter: disciplina, honra, honestidade, lealdade, senso de justiça e respeito. Eles são fundamentais, pois constituem alicerces do bom caráter, além de ser importantes tanto para os militares, quanto para as pessoas de bem.

No segundo grupo, estão os valores chamados cívico - profissionais: patriotismo/civismo, espírito de corpo e camaradagem. Eles se referem, respectivamente, à Pátria, ao Exército e aos Irmãos de Armas.

Para os militares, são valores básicos e devem fazer parte do caráter do soldado, em todos os postos e graduações.

No terceiro, estão os valores impostos pelas necessidades profissionais, os quais, quando internalizados, ajudam a moldar o caráter do soldado eficiente e, principalmente, do bom comandante que, por intermédio da confiança que inspira com suas atitudes, consegue influenciar os subordinados, liderando-os. São eles: adaptabilidade, autoconfiança, comunicabilidade, coerência, cooperação, coragem, criatividade, decisão, dedicação, direção, entusiasmo, equilíbrio emocional, iniciativa, persistência, responsabilidade, autoridade, empatia, paciência e tato.

Esses quatro últimos valores dizem respeito à melhor maneira para se corrigir os subordinados, que devem ser orientados pelo comandante com "sereno rigor", o que significa emprego simultâneo de firme autoridade, conjugada com empatia, paciência e tato.

É esse o core dos valores militares que, num primeiro passo, precisam ser identificados para os Cadetes de Caxias, permitindo que venham a internalizá-los.

Por fim, pode-se afirmar que, enquanto os cadetes, futuros comandantes da Força, internalizarem os valores acima identificados, o Exército, certamente, permanecerá disciplinado, coeso e motivado, sempre em busca da capacidade operacional necessária para cumprir suas missões constitucionais.

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