O Cel Fontes é Oficial de Artilharia oriundo da Academia Militar das Agulhas Negras. Possui os seguintes estágios e cursos pelo Exército Brasileiro: estágios de Escalador Militar e de Operações Psicológicas, capacitação em Planejamento Estratégico Organizacional, especialização em Bases Geo-Históricas para Formulação Estratégica, mestrado em Operaç...ões Militares e mestrado em Ciências Militares, cursos de Comando e Estado-Maior, Básico Paraquedista e Básico de Inteligência Militar. Na Agência Brasileira de Inteligência realizou o curso de Noções do Fenômeno Terrorismo. No exterior, especializou-se em Inteligência Estratégica no Instituto de Inteligência das Forças Armadas Argentinas e em Segurança Militar Nacional e Comando na Universidade de Defesa Nacional da China. Foi analista de inteligência do Ministério da Defesa, comandou os Grupos de Operações de Inteligência da 3ª Brigada de Infantaria Motorizada em Cristalina/GO e da 16ª Brigada de Infantaria de Selva em Tefé/AM, o Núcleo de Preparação de Oficiais da Reserva do 3º Grupo de Artilharia de Campanha - Regimento Mallet, em Santa Maria/RS, o curso de Artilharia da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais no Rio de Janeiro/RJ e o 7º Grupo de Artilharia de Campanha - Regimento Olinda, em Olinda/PE. Atualmente é o chefe da Seção de Operações da Divisão de Planejamento e Gestão do Centro de Comunicação Social do Exército. Mais

Em 2049 - China será a primeira potência mundial

Nas últimas décadas, o mundo testemunhou a evolução, na China, de um estado pouco conhecido no mundo ocidental para um dos principais membros do sistema internacional. Com crescente poder nacional e influência externa em expansão, a China define o seu interesse nacional ao defender amplamente uma estratégia para promover o desenvolvimento comum, em vez de apenas criar um ambiente favorável ao seu próprio progresso.

No campo econômico, a China é hoje a segunda maior economia e a maior parceira comercial do resto do mundo. O rápido crescimento econômico transformou o país num importante importador mundial de recursos naturais e grande investidor em setores avançados das economias desenvolvidas. É por isso que, do ponto de vista internacional, a China é um ator central em quase todas as grandes questões econômicas e da política contemporânea.

O fim da "Grande Revolução Cultural" ocorreu em outubro de 1976, começando uma nova era na história da China. Foi sob a liderança de Deng Xiaoping, que o país empreendeu as reformas econômicas de liberalização da economia socialista que permitiram alcançar índices de crescimento econômico impressionantes.

Em 1979, a China começou a implementar a política de reforma e abertura, buscando a inovação e a modernização. Deng Xiaoping estabeleceu o objetivo de construir uma "sociedade moderadamente próspera" durante a modernização do país.

Em setembro de 1982, o XII Congresso Nacional do Partido Comunista da China (PCC) elevou a meta de quadruplicar o valor da produção industrial e agrícola do país no período de 20 anos, entre 1981 e o final do século, e de melhorar as condições de vida das pessoas para atingir o nível de uma sociedade moderadamente próspera.

Em outubro de 1987, o XIII Congresso Nacional do partido definiu as disposições da estratégia de modernização. A conferência delineou uma estratégia de desenvolvimento econômico "em três etapas": primeira, dobrar o produto interno bruto (PIB) do ano de 1980, para resolver o problema da alimentação e do vestuário; segunda, quadruplicar o PIB de 1980, até o final do século, para alcançar um padrão de vida relativamente bom; e terceira, completar a modernização da nação, elevando o PIB per capita ao nível dos países de desenvolvimento intermediário e melhorar as condições de vida da população.

Em 1992, o XIV Congresso Nacional do partido declarou que o objetivo da reestruturação econômica da China era o estabelecimento de um sistema socialista de economia de mercado.

O objetivo do XV Congresso Nacional do partido, de 1997, consistiu em mobilizar as pessoas para se unirem, a fim de promover a construção do socialismo com características chinesas para o século XXI.

O XVI Congresso Nacional do partido reforçou a ideia de que o país deveria se concentrar em acompanhar os tempos, construir uma sociedade próspera, acelerar a modernização socialista e trabalhar arduamente para criar uma nova situação na construção do socialismo com características chinesas.

Em outubro de 2007, ocorreu o XVII Congresso Nacional. Embora preocupado com a necessidade de alcançar um desenvolvimento equilibrado, o partido manteve o crescimento econômico uma prioridade, anunciando como meta para 2020, a quadruplicação do PIB per capita (a meta anterior era quadruplicar o PIB total).

Em 2012, houve o XVIII Congresso Nacional do partido. Em questões econômicas, a China colocou como objetivo manter um crescimento saudável e continuado, a fim de cumprir a meta de dobrar o Produto Interno Bruto e a renda per capita em 2020, com base nos dados de 2010. Ainda, estipulou refinar e aprofundar a reforma do sistema de mercado econômico e acelerar a mudança do modo de desenvolvimento econômico e reestruturação econômica, ampliando ainda mais a abertura para o exterior.

A estratégia e os objetivos que foram discutidos nos Congressos foram um sucesso. A economia da China mostrou um crescimento constante, conforme demonstram os seus indicadores econômicos.

O plano Made in China 2025 é a nova estratégia que o governo chinês se propôs a seguir para impulsionar e reestruturar sua indústria, de modo a passar de uma era de quantidade para uma nova era de qualidade e eficiência na produção. Com este plano, a China pretende ser líder em tecnologia em escala internacional, à frente de potências como a Alemanha, os Estados Unidos e o Japão.

O plano Made in China 2025 é um programa de modernização que mostra alguns resultados impressionantes; por exemplo, em junho de 2016, a fabricante de smartphones Xiaomi instalou uma fábrica no interior de São Paulo para atender à demanda brasileira. Contudo, o plano em tela faz parte de uma estratégia ainda mais ambiciosa, cujo horizonte temporal é 2049.

A iniciativa chinesa de "Uma Faixa, Uma Rota" surgiu de um discurso do Presidente Xi Jinping, proferido na Universidade Nazarbayev, no Cazaquistão, em setembro de 2013, no qual ele pediu a união de esforços para construir em conjunto uma "Faixa Econômica da Rota da Seda ", em referência à melhoria das infra-estruturas de conectividade ao longo do corredor eurasiano e, em particular, na Ásia Central. Pouco tempo depois, em outubro daquele ano, e em outro discurso, desta vez no parlamento indonésio, surgiu a "Rota Marítima da Seda do Século XX", em referência às rotas de navegação entre a China, o Sudeste Asiático e o Oceano Índico, atingindo a África Oriental.

As estratégias adotadas, observadas em vários congressos do Partido Comunista, foram postas em prática nos últimos 35 anos.

A determinação da China e a natureza aberta do sistema internacional também permitiram o seu desenvolvimento; hoje o país não é apenas a segunda maior economia do mundo, mas também a maior reserva de moeda estrangeira e o destino de muitas empresas estrangeiras, a maioria deles do mundo desenvolvido. Nesse sentido, a China atual tem fortes laços econômicos com os diferentes países do mundo.

Em pouco tempo, a China será um Estado com posição dominante ou predominante no sistema internacional e com capacidade e meios para influenciar eventos e projetos de poder em escala global.

Seu objetivo de ser a primeira potência mundial no dia 1º de outubro de 2049 (data que comemorará 100 anos da proclamação da República Popular da China por Mao Tsé-Tung) será alcançado, fruto de um uma estratégia coerente e de uma política muito bem definida.

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A Comunicação Social na Operação Acolhida

O Estado de Roraima, com pouco mais de 500 mil habitantes, possui em sua capital, Boa Vista, cerca de 330 mil habitantes, contudo, nos últimos anos, tem havido incremento da população, fruto de milhares de imigrantes venezuelanos que fogem da crise econômica. Assim, praças e ruas passaram a ser frequentadas por imigrantes desassistidos, as escolas públicas e o sistema de saúde ficaram exauridos e o índice de violência urbana aumentou.

No que se refere ao potencial dos veículos de comunicação, pode-se dizer que o Estado é bem servido desses meios, entre eles, jornais impressos, canais de televisão (com programas locais e regionais), rádios AM e FM e mídias online. Muitos dos programas têm alcance nacional. É nesse contexto que a Força-Tarefa Logística Humanitária conduz a Operação Acolhida.

A Força-Tarefa (FT) originou-se pela Medida Provisória n.º 820, de 15 de fevereiro de 2018, que dispõe sobre medidas de assistência emergencial para acolhimento a pessoas em situação de vulnerabilidade, decorrente de fluxo migratório provocado por crise humanitária na República Bolivariana da Venezuela; e nos Decretos n.º 9.285 e n.º 9.286, ambos de 15 de fevereiro de 2018, que reconhecem essa situação de vulnerabilidade e que definem a composição, as competências e as normas de funcionamento do Comitê Federal de Assistência Emergencial para acolhimento desses vulneráveis.

A Operação Acolhida é conjunta, interagências e de natureza humanitária, sendo composta pelos representantes dos seguintes órgãos: Marinha, Exército e Força Aérea; diversos ministérios do governo federal; diferentes organizações não governamentais; agências civis; secretarias estaduais e municipais; Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, entre outros. A operação tem por objetivos recepcionar, identificar, triar, imunizar, abrigar e interiorizar esses imigrantes.

Por meio da Operação, a Força-Tarefa Logística Humanitária tem por missão cooperar com os governos federal, estadual e municipal, realizando as medidas de assistência emergencial para acolhimento dos imigrantes que se enquadram nas normas legais já abordadas. Em virtude da dimensão humanitária da Operação e do impacto dos imigrantes desassistidos em Boa Vista, a comunicação social vem sendo de vital importância para esclarecer a população a respeito das ações desenvolvidas.

No que se refere à célula de comunicação social da FT, as missões resumem-se em preservar e fortalecer a sua imagem. Com eficiente e ágil rede de contatos, que envolve jornalistas e órgãos de mídia, a célula vem estabelecendo bom relacionamento com a imprensa, facilitando a convergência de objetivos. Desse modo, a comunicação social da Força-Tarefa tem produzido matérias que contribuem para elevar o moral da tropa, a qual vê seu trabalho reconhecido pelos imigrantes e os resultados nas diversas ações alcançadas. Paralelamente a essas ações internas, por meio da imprensa, a célula tem divulgado a relevância da Operação Acolhida para a sociedade.

Os veículos de comunicação demonstraram maior interesse quando ocorreu a primeira grande ação: a transferência para abrigos dos imigrantes desassistidos que ocupavam a Praça Capitão Clóvis. Embora a Força-Tarefa já atuasse em outras situações, como a recuperação e a construção de abrigos, a complexidade dessa ação na praça foi a que mais chamou à atenção da comunidade. A segunda grande ação foi a transferência dos imigrantes que se encontravam na Praça Simón Bolivar.

Simultaneamente, o processo de interiorização, conduzido por um subcomitê capitaneado pela Casa Civil, também colocou a Operação em evidência, especialmente nas mídias nacional e internacional. As duas ações e o processo de interiorização alavancaram a Operação para um novo patamar de exposição. Os trabalhos desenvolvidos em Roraima, que tinham alcance regional, passaram a ter repercussão no Brasil e no mundo.

Além da imprensa, cabe destacar o papel da comunicação social na participação de audiências públicas, simpósios em universidades e recepção de comitivas. Todos esses eventos contribuíram para a difusão das atividades da Força-Tarefa e, por conseguinte, da Operação Acolhida.

Outro trabalho desenvolvido pela comunicação social foi a exposição de fotografias, intitulada "40 Momentos da Operação Acolhida" e organizada com fotografias dos primeiros dias da operação. Tal empreendimento teve excelente repercussão junto à imprensa local.

Por fim, a atuação da célula de comunicação social foi facilitada devido ao aspecto humanitário da Operação, ao profissionalismo da equipe, às características psicossociais do Estado de Roraima, à boa relação com os veículos de comunicação e aos bons resultados alcançados. Tudo isso permitiu à comunicação social o cumprimento da missão de manter e fortalecer a imagem da Força-Tarefa Logística Humanitária e, consequentemente, do Exército Brasileiro.

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