Carlos Daróz, Coronel de Artilharia R1, é doutorando em História Social pela Universidade Federal Fluminense, possui mestrado em História pela Universidade Salgado de Oliveira e mestrado em Operações Militares pela Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais, além de especialização em História Militar pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Professor do curso de pós-graduação em História Militar da Universidade do Sul de Santa Catarina. É professor visitante do Instituto Universitário Militar de Portugal, da Academia da Força Aérea dos EUA e do Instituto Superior de Ciências Jurídicas e Sociais de Cabo Verde. Desenvolveu pesquisas junto ao Service Historique de la Défense e ao Musée de l´Armée, de Paris. Autor dos livros Um céu cinzento: a aviação na Revolução de 1932, A guerra do açúcar: as invasões holandesas no Brasil, O Brasil na Primeira Guerra Mundial: a longa travessia, Bruxas da Noite: as aviadoras soviéticas na Segunda Guerra Mundial, Intervenção: a reestruturação da segurança pública no estado do Rio de Janeiro, História do Brasil nas duas guerras mundiais e Aviatrix: a saga das mulheres que ousaram desafiar o céu. Atualmente é pesquisador-chefe da Seção de Memória Institucional do Centro de Estudos e Pesquisas de História Militar da Diretoria do Patrimônio Histórico e Cultural do Exército.

“Com o sacrifício da própria vida” ... Quando render-se não é uma opção

Todas as sociedades são constituídas por diferentes corporações profissionais que, não raro, reúnem homens e mulheres extremamente dedicados a seus ofícios, trabalhando com competência e de forma destacada. Existe, no entanto, uma profissão diferenciada, na qual seus integrantes, ao nela ingressarem, comprometem-se voluntariamente a doar, se necessário for, seu bem jurídico tutelado mais valioso: a própria vida. Apenas por esse aspecto singular, a profissão militar revela-se diferente de todas as demais. Ao serem incorporados às fileiras do Exército Brasileiro (EB), todos os homens e mulheres – soldados, sargentos e oficiais – prestam o compromisso de defender a Pátria “com o sacrifício da própria vida”.

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Visitantes — Marcelo Oliveira Lopes Serrano
Complementando o comentário anterior, cabe salientar que o grosso do esforço para retardar o avanço alemão e possibilitar o salvam... Leia Mais
Quarta, 31 Março 2021 18:14
Visitantes — MARCO ANTONIO DE MACEDO CARMINI
Sem desmerecer o brilhantismo e a oportunidade do texto em prol de um ideal que deve estar no peito de cada Brasileiro - "jamais r... Leia Mais
Terça, 30 Março 2021 16:59
Visitantes — Pedro Amaro Ramos Machado
Fico feliz em constatar que os integrantes do Exército dos dias atuais continuam com o mesmo espírito Patriótico que encontrei du... Leia Mais
Sexta, 26 Março 2021 22:53
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Maria Quitéria e as Mulheres Guerreiras

Historicamente, os conflitos bélicos têm sido considerados um negócio de homens. A guerra, no entanto, trata-se de um fenômeno social, cultural e político, inerente à atividade humana, independente de gênero. Desde a Antiguidade, as mulheres desempenharam, em maior ou menor grau, dependendo da cultura ou da época, um papel de relevo na guerra. Divindades femininas, cujas origens antecedem os registros históricos, estão presentes nas culturas mais antigas, muitas vezes retratadas como guerreiras.  Por volta do século VIII a.C., as míticas Amazonas, mulheres guerreiras, já eram dignas de registro.  Governadas por uma rainha e não admitindo homens em sua cidade, senão como servos, elas descendiam do deus da guerra Ares e da ninfa Harmonia, razão pela qual suas predileções incluíam a guerra e a caça. De acordo com Heródoto, habitavam a região do Ponto (atual Turquia), perto da costa do Mar Euxino (Mar Negro). As Amazonas tinham grande veneração à deusa Ártemis, identificada mitologicamente com a caça.

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Visitantes — Elen Alves
Saudações Que texto inspirador para tantas meninas e adolescentes de nosso Brasil ! Que possa ser publicado e difundido em vários... Leia Mais
Sexta, 15 Janeiro 2021 11:34
Visitantes — Valter
Saudações verde oliva! Excelente texto! Esse assunto deveria ser apresentado e discutido nas aulas de história das escolas, como ... Leia Mais
Quarta, 21 Outubro 2020 11:52
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Pacificação e liderança: a ação de Caxias nas Revoltas Liberais de 1842

O Marechal Luiz Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, viu sua carreira de chefe militar coroada por ocasião da Guerra da Tríplice Aliança, quando liderou a contraofensiva Aliada contra o Paraguai. No entanto, duas décadas antes, o chefe militar, recém-promovido ao generalato, já demonstrava sua capacidade de conduzir tropas em combate e seu domínio da arte da guerra ao debelar as duas revoltas deflagradas pelos liberais em 1842.

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Visitantes — Lucas do Nascimento
Incrível artigo, a liderança de Caxias é incomparável, inteligência e destreza são características enraizadas na história de noss... Leia Mais
Quarta, 02 Setembro 2020 00:33
Visitantes — TC Maurício José
Parabéns pelo artigo Cel Daróz. Bom realizar um novo contato com o meu professor de História quando de minha preparação para o con... Leia Mais
Quinta, 27 Agosto 2020 22:07
Visitantes — Wagner campos
VEJO O QUANTO É IMPORTANTE À AÇÃO DO EXÉRCITO BRASILEIRO PARA MANTER A NOSSA SOBERANIA A LEI E A ORDEM ISSO É DE SUMA IMPORTÂNCIA ... Leia Mais
Quarta, 26 Agosto 2020 13:12
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