Joia da Coroa

​O último Ministro do Exército e ex-comandante da Força Terrestre, General Gleuber Vieira, hoje na reserva, me disse o outro dia que o Ensino é a joia da coroa do Exército. Deduzo que graças a esse ensino que  dá conhecimento e formação, a Instituição não se afeta pelas turbulências políticas e sociais do país e muito menos pela decadência moral que nos destrói. Um ensino sempre atualizado, moderno e firme, com princípios e disciplina – que, aliás, é condição para êxito em qualquer atividade humana.

Esse espírito está presente, entre outros e além dos quartéis, nos colégios militares, na preparatória de Campinas, na Academia Militar das Agulhas Negras, nos institutos como o Militar de Engenharia, o CEP(Centro de Estudos de Pessoal), as escolas de sargentos, a de Saúde, a de Administração, a de Aperfeiçoamento de Oficiais, a de Comando e Estado-maior, a Escola Superior de Guerra. Outro dia visitei a AMAN e fiquei encantado. Escolas de ponta e de excelência na formação. Basta ver os resultados das avaliações em escolas públicas; os jovens dos colégios militares estão sempre à frente. O mérito está presente sempre. Quem chega ao topo da carreira é porque é muito bom.

Isso se passa no mesmo Brasil que tem escolas públicas quase abandonadas, desde a municipal do ensino básico até a universidade federal – e a droga presente em todo currículo, tão atuante quanto a militância política-partidária docente. Os resultados, em geral, são sofríveis e medíocres. Pesquisa recente do Movimento Todos pela Educação, entre o ensino médio, com jovens de 15 a 19 anos, mostrou que a maior preocupação dos alunos não é estudar, como se espera, mas com segurança: 85,2% dos entrevistados responderam que a aspiração deles na escola é ter segurança. Com 81,3% das respostas, outro atributo relevante na escola é ter professores sempre presentes.

Segurança e professor presente é algo óbvio e uma necessidade inexistente no ensino militar brasileiro. Ou na escola pública do Uruguai, do Chile, de Portugal, só para citar alguns próximos na geografia e na cultura. A diferença acontece no mesmo país, com o mesmo povo brasileiro. Por que não é possível que o ensino público civil tenha as mesmas características do ensino público militar? Falta de vontade? Falta de percepção, preguiça, ou intuito deliberado de não combater a ignorância para convencer mais facilmente o eleitor? Se o ensino fosse a joia da coroa do Brasil, seríamos um país com o mesmo cerne da instituição militar, a mesma força moral. O índice de confiança da Fundação Getúlio Vargas aponta as Forças Armadas em primeiro lugar. Será por quê? A resposta é: o Ensino que as forma.

O líder faz a síntese dos anseios do grupo: um est...
O Adjunto de Comando no Exército Brasileiro

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Comentários 9

Visitantes - Martins em Segunda, 29 Janeiro 2018 22:56

O ensino militar está para o ensino público civil assim como a joia da coroa está para o ouro dos tolos. A pensar que no auge do regime militar de governo havia quem do meio artístico que a pleno pulmão repetia o grande escritor que foi Monteiro Lobato: “Um país se faz com homens e livros”. Estamos a trinta e três anos sob o regime civil de governo e o que vemos? Vemos até no meio acadêmico se dizer “previlégio”, isso então sugere a criação de uma nova palavra: “posvilégio”. Foram vinte e um anos de governo militar e posso assegurar que tínhamos um ensino pelo menos razoável e condizente com aquela frase de Monteiro Lobato. Mesmo tendo estudado somente na rede pública de ensino, ainda me lembro de outras matérias relevantes na formação do bom caráter humano. Logicamente que é impossível de equalizar essa situação atual de ensino, mas ao menos devia-se diminuir pela metade esse terrível descompasso entre as duas formas sob pena de termos no futuro um bando de acéfalos apenas doutrinados e obedientes no sentido de dar apoio e sustentação a governos nefastos. Um ex-presidente que se tornou popular justamente por falar a linguagem dos brasileiros resultante dos anos de “chucro” dizia que não gostava de ler porque dava sono. Este mesmo se vangloria aos quatro cantos do mundo dizendo que tirou milhões da fome em seu governo!..?. Se o dito cujo tivesse pelo menos o hábito de ler ao menos uma bíblia, ele saberia que: “Nem só de pão viverá o homem” Jesus Cristo em Mateus 4:4.

O ensino militar está para o ensino público civil assim como a joia da coroa está para o ouro dos tolos. A pensar que no auge do regime militar de governo havia quem do meio artístico que a pleno pulmão repetia o grande escritor que foi Monteiro Lobato: “Um país se faz com homens e livros”. Estamos a trinta e três anos sob o regime civil de governo e o que vemos? Vemos até no meio acadêmico se dizer “previlégio”, isso então sugere a criação de uma nova palavra: “posvilégio”. Foram vinte e um anos de governo militar e posso assegurar que tínhamos um ensino pelo menos razoável e condizente com aquela frase de Monteiro Lobato. Mesmo tendo estudado somente na rede pública de ensino, ainda me lembro de outras matérias relevantes na formação do bom caráter humano. Logicamente que é impossível de equalizar essa situação atual de ensino, mas ao menos devia-se diminuir pela metade esse terrível descompasso entre as duas formas sob pena de termos no futuro um bando de acéfalos apenas doutrinados e obedientes no sentido de dar apoio e sustentação a governos nefastos. Um ex-presidente que se tornou popular justamente por falar a linguagem dos brasileiros resultante dos anos de “chucro” dizia que não gostava de ler porque dava sono. Este mesmo se vangloria aos quatro cantos do mundo dizendo que tirou milhões da fome em seu governo!..?. Se o dito cujo tivesse pelo menos o hábito de ler ao menos uma bíblia, ele saberia que: “Nem só de pão viverá o homem” Jesus Cristo em Mateus 4:4.
Visitantes - Carlito Vieira de Moraes em Quarta, 20 Setembro 2017 15:25

Em algumas Universidades Federais existe o seguinte problema grave no ensino de engenharia: Unificação do «Curso de Engenharia de Agrimensura» com o «Curso de Engenharia Cartográfica».

Existem 11 instituições que unificaram o Curso de «Engenharia de Agrimensura» com o Curso de «Engenharia Cartográfica».

Disso resultou a duplicidade de nome do curso: «Engenharia de Agrimensura e Cartográfica» e «Engenharia Cartográfica e de Agrimensura».

Isso motivou a emissão do Anteprojeto de Resolução nº 002/2017 pelo CONFEA que objetiva instituir um novo título profissional resultante da soma de outros dois existentes.

Existem 12 instituições que não unificaram: 7 mantêm o Curso de «Engenharia de Agrimensura» e 5 mantêm o Curso de «Engenharia Cartográfica».

No Brasil, a «Engenharia de Agrimensura» existe desde a década de 1950 e a «Engenharia Cartográfica», desde a década de 1960.

O primeiro documento legal que traz as atividades do Agrimensor consta do Decreto nº 23.569, de 11-12-1933.

O Instituto Militar de Engenharia traz os objetivos da «Engenharia Cartográfica» e o histórico das atividades em Cartografia no Brasil, desde 1792, em sua página de internet.

A carga horária mínima de um curso de engenharia possui 3.600 horas (Anexo da Resolução CNE/CES nº 2, de 18-6-2007).

Por isso, um curso unificado de duas engenharias pode possuir 3.600 horas. Isso equivale à carga horária de 3 cursos técnicos de nível médio. No Catálogo Nacional de Cursos Técnicos, 3ª ed., 2016, os cursos do Eixo Infraestrutura como Técnico em Agrimensura, Técnico em Estradas, Técnico em Geodésia e Cartografia, Técnico em Edificações, Técnico em Carpintaria, entre outros, possuem 1200 horas cada um.

A redução da carga horária não permitirá a formação plena de profissionais engenheiros que atuarão, por exemplo, no ramo do Direito, isto é, aqueles que exercerão as funções de perito agrimensor e de perito arbitrador nas ações de Divisão de Terras Particulares (actio communi dividundo) e de Demarcação de Terras Particulares (actio finium regundorum), conforme o CPC (do art. 569 ao art. 598), e no Processo de Discriminação de Terras (Lei nº 6.383, de 7-12-1976).

As funções desses profissionais dependem de várias disciplinas como Legislação de Terras no Código de Processo Civil e em outras Leis, Discriminação de Terras, Legitimação de Posses, Cadastro de Imóveis para Propositura de Ação Discriminatória, Cadastro para o Registro (Lei nº 6.015/1973), Desmembramento e Remembramento de Imóveis, Avaliação, Métodos de Medição, Métodos Matemáticos de Divisão de Terras, Sistemas de Projeções Cartográficas, Restituição, Toponímia, Reambulação, Produção de Cartas Geográficas (maps), entre outras.

Nota-se um exemplo em que a «Engenharia de Agrimensura» e a «Engenharia Cartográfica» são complementares para a solução de problemas.

Existem duas instituições mundiais de referência: Uma para a Agrimensura («Surveying») e a outra para a Cartografia («Cartography»). Elas são distintas. Não se unificaram.

A referência mundial para a profissão dos Agrimensores é a «Fédération Internationale des Géomètres (FIG)», fundada em 1878, em Paris. É uma organização não governamental reconhecida pela ONU. Ela representa os interesses dos agrimensores («surveyors») em todo o mundo, conforme está escrito: «FIG represents the interests of surveyors worldwide».

A referência mundial para a profissão dos Cartógrafos é a «International Cartographic Association (ICA). Association Cartographique Internationale (ACI)», fundada em 1959, em Berna.

A ICA descreve a missão, a visão, os objetivos e a definição de Cartografia e de Cartógrafo.

Como resolver esse problema da educação superior no Brasil?


Em algumas Universidades Federais existe o seguinte problema grave no ensino de engenharia: [b]Unificação do «Curso de Engenharia de Agrimensura» com o «Curso de Engenharia Cartográfica»[/b]. Existem 11 instituições que unificaram o Curso de «Engenharia de Agrimensura» com o Curso de «Engenharia Cartográfica». Disso resultou a duplicidade de nome do curso: «Engenharia de Agrimensura e Cartográfica» e «Engenharia Cartográfica e de Agrimensura». Isso motivou a emissão do Anteprojeto de Resolução nº 002/2017 pelo CONFEA que objetiva instituir um novo título profissional resultante da soma de outros dois existentes. Existem 12 instituições que não unificaram: 7 mantêm o Curso de «Engenharia de Agrimensura» e 5 mantêm o Curso de «Engenharia Cartográfica». No Brasil, a «Engenharia de Agrimensura» existe desde a década de 1950 e a «Engenharia Cartográfica», desde a década de 1960. O primeiro documento legal que traz as atividades do Agrimensor consta do Decreto nº 23.569, de 11-12-1933. O Instituto Militar de Engenharia traz os objetivos da «Engenharia Cartográfica» e o histórico das atividades em Cartografia no Brasil, desde 1792, em sua página de internet. A carga horária mínima de um curso de engenharia possui 3.600 horas (Anexo da Resolução CNE/CES nº 2, de 18-6-2007). Por isso, um curso unificado de duas engenharias pode possuir 3.600 horas. Isso equivale à carga horária de 3 cursos técnicos de nível médio. No Catálogo Nacional de Cursos Técnicos, 3ª ed., 2016, os cursos do Eixo Infraestrutura como Técnico em Agrimensura, Técnico em Estradas, Técnico em Geodésia e Cartografia, Técnico em Edificações, Técnico em Carpintaria, entre outros, possuem 1200 horas cada um. A redução da carga horária não permitirá a formação plena de profissionais engenheiros que atuarão, por exemplo, no ramo do Direito, isto é, aqueles que exercerão as funções de perito agrimensor e de perito arbitrador nas ações de Divisão de Terras Particulares (actio communi dividundo) e de Demarcação de Terras Particulares (actio finium regundorum), conforme o CPC (do art. 569 ao art. 598), e no Processo de Discriminação de Terras (Lei nº 6.383, de 7-12-1976). As funções desses profissionais dependem de várias disciplinas como Legislação de Terras no Código de Processo Civil e em outras Leis, Discriminação de Terras, Legitimação de Posses, Cadastro de Imóveis para Propositura de Ação Discriminatória, Cadastro para o Registro (Lei nº 6.015/1973), Desmembramento e Remembramento de Imóveis, Avaliação, Métodos de Medição, Métodos Matemáticos de Divisão de Terras, Sistemas de Projeções Cartográficas, Restituição, Toponímia, Reambulação, Produção de Cartas Geográficas (maps), entre outras. Nota-se um exemplo em que a «Engenharia de Agrimensura» e a «Engenharia Cartográfica» são complementares para a solução de problemas. Existem duas instituições mundiais de referência: Uma para a Agrimensura («Surveying») e a outra para a Cartografia («Cartography»). Elas são distintas. Não se unificaram. A referência mundial para a profissão dos Agrimensores é a «Fédération Internationale des Géomètres (FIG)», fundada em 1878, em Paris. É uma organização não governamental reconhecida pela ONU. Ela representa os interesses dos agrimensores («surveyors») em todo o mundo, conforme está escrito: «FIG represents the interests of surveyors worldwide». A referência mundial para a profissão dos Cartógrafos é a «International Cartographic Association (ICA). Association Cartographique Internationale (ACI)», fundada em 1959, em Berna. A ICA descreve a missão, a visão, os objetivos e a definição de Cartografia e de Cartógrafo. Como resolver esse problema da educação superior no Brasil?
Visitantes - Isaias Caetano da Silva em Quinta, 03 Agosto 2017 22:18

Texto primoroso, foi, também destacado na última edição da "Revista do Clube Militar - Ano XCII nº 465 - Maio/Junho de 2017 - Página 19
https://scontent.fsdu7-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/20476065_1418894748158534_3208523608110641990_n.jpg?oh=f08e57e5af0a880150a848a0b6e5f076&oe=5A37A170

Texto primoroso, foi, também destacado na última edição da "Revista do Clube Militar - Ano XCII nº 465 - Maio/Junho de 2017 - Página 19 [img]https://scontent.fsdu7-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/20476065_1418894748158534_3208523608110641990_n.jpg?oh=f08e57e5af0a880150a848a0b6e5f076&oe=5A37A170[/img]
Visitantes - jose Lucio em Quarta, 21 Junho 2017 17:19

Muito boa a entrevista do Alexandre Garcia , pura verdade meus parabéns ...

Muito boa a entrevista do Alexandre Garcia , pura verdade meus parabéns ...
Visitantes - Katia em Sexta, 02 Junho 2017 09:26

Amei.. Se pudesse curtia mil vezes.

Amei.. Se pudesse curtia mil vezes.
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Domingo, 23 Setembro 2018