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Introdução

Publicado: Quinta, 09 de Julho de 2015, 20h34 | Última atualização em Quinta, 09 de Julho de 2015, 20h34 | Acessos: 8821

ESTUDOS DE DEFESA

O fim da Guerra Fria e o reordenamento mundial decorrente, o extraordinário desenvolvimento científico-tecnológico e o processo de globalização observados no final do século passado estabeleceram cenário de mudanças com evidentes impactos para os assuntos militares. No Brasil, a edição de uma Política de Defesa Nacional (PDN, 1996) e a criação do Ministério da Defesa, em 1999, realçaram essa percepção. Desde então, a agenda nacional tem incorporado, com crescente relevância, a temática de segurança e defesa.

Após a reedição da PDN em 2005, a publicação da Estratégia Nacional de Defesa (END), em 2008, renovou o interesse pelo tema e passou a contribuir para colocar definitivamente os assuntos de segurança e defesa na pauta dos estudos acadêmicos do País. A END apresenta claras indicações para as forças armadas, no sentido de promover maior interação com a sociedade, por intermédio do intercâmbio com o meio acadêmico e com institutos de estudos estratégicos a fim de contribuir com o esforço de disseminação de conhecimentos sobre a área de Defesa.

O envio da nova Política Nacional de Defesa (revogando a PDN/2005), da versão revisada da END e da proposta de Livro Branco de Defesa Nacional ao Congresso Nacional, em 2012, consolida essa visão. Intercâmbio, participação e transparência são ideias-força que permeiam esses documentos.

A resposta da Força Terrestre à evolução requerida pela END se consubstancia com a implementação do Processo de Transformação do Exército, lançado em 2010. O que se espera com esse processo é a adequação da Instituição à estatura político-estratégica de país desenvolvido e ator global, visualizada para o Brasil nas próximas décadas. Entre os vetores que balizam essa transformação, o de educação e cultura tem a relevância de ocupar-se dos recursos mais valiosos da Força: os homens e mulheres que a compõem.

A implantação do Instituto Meira Mattos na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, cujo curso de mestrado em ciências militares foi reconhecido pela CAPES e disponibiliza vagas para alunos civis, demonstra a sintonia com a atual conjuntura dos estudos de segurança e defesa, bem como a busca de alinhamento político-estratégico com as demandas de participação da sociedade brasileira.

Por fim, a criação deste espaço de discussão no blog do Exército alinha-se às diretrizes emanadas do Comandante do Exército para a colaboração civil-militar em temas de interesse para a Defesa Nacional e representa uma contrapartida da Instituição para a sociedade brasileira, em momento histórico de profundas transformações, em que intercâmbio e diálogo são fundamentais para a construção de um País desenvolvido e provido de capacidade de defesa compatível com sua grandeza.

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