Ir direto para menu de acessibilidade.
Página inicial > Estudos de Defesa > “A coordenação dos esforços colaborativos das Forças Armadas com outras organizações nos casos de desastre natural”
Início do conteúdo da página

“A coordenação dos esforços colaborativos das Forças Armadas com outras organizações nos casos de desastre natural”

Publicado: Quinta, 16 de Julho de 2015, 13h47 | Última atualização em Quinta, 16 de Julho de 2015, 13h47 | Acessos: 6520

Doutorado em Ciências Militares

A Escola de Comando e Estado Maior do Exército (ECEME) realizou, no dia 30 OUT deste ano, a segunda banca de defesa de tese de doutorado do ano de 2013. A banca de defesa foi organizada segundo o modelo adotado pela CAPES e contou com a participação dos professores doutores Adriana Aparecida Marques (PPGCM/ECEME); Valentina Gomes Haensel Schmitt (PPGCM/ECEME); Graciela De Conti Pagliari (UFSC); Érica Cristina Alexandre Winand (UFS); bem como do Ten Cel Carlos Eduardo De Franciscis Ramos (PPGCM/ECEME), orientador e doutor em Ciências Militares; todos referências no Brasil sobre Estudos de Defesa. Na oportunidade, o Ten Cel Inf Alexandre dos Passos de Araújo, defendeu a sua tese versando sobre “A coordenação dos esforços colaborativos das Forças Armadas com outras organizações nos casos de desastre natural”.

Resumo da tese

O atlas brasileiro de desastres naturais, editado pela Universidade Federal de Santa Catarina, em 2012, conclui que os desastres naturais constituem um tema cada vez mais presente no cotidiano das populações, principalmente nas ultimas décadas.

Para enfrentar esse fato, no Brasil instituiu-se a Defesa Civil, que está organizada sob a forma de sistema, denominado Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil (SINPDEC). O SINPDEC é constituído pelos órgãos e entidades da administração pública federal, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios e pelas entidades públicas e privadas de atuação significativa na área de proteção e defesa civil.

Essa estrutura organizacional da Defesa Civil no Brasil, concebida na forma de sistema capilarizado, coloca o Município como protagonista, ao mesmo tempo que, confere caráter interorganizacional nos seus trabalhos, pois demanda a participação de várias organizações, de níveis e áreas diferentes, todas necessárias à atuação na defesa civil.

Nesse contexto, as Forças Armadas, baseadas nas suas atribuições legais, têm sido chamadas a cooperar com a Defesa Civil, particularmente na fase de resposta a desastres naturais de grandes proporções, quando as capacidades civis são ultrapassadas. Nesses momentos, as Forças Armadas, particularmente o Exército, têm empregado Grandes Unidades valor Brigada ou Divisão.

Esse emprego das Forças Armadas em desastres naturais de grandes proporções, em território nacional, envolve efetivos e meios militares em uma rede de organizações que participam da resposta a esse desastre, de tal monta, que exigem coordenação interorganizacional, independente da responsabilidade pela coordenação geral das tarefas de defesa civil.

O trabalho interagências é realidade presente na maioria das operações realizadas pelas Forças Armadas, fazendo com que avulte de importância o tema da coordenação interorganizacional.

Ademais, foi verificado, em entrevistas preliminares e leitura de relatórios, a dificuldade dos Comandantes das Operações de ajuda às vítimas de calamidade pública na coordenação de seus esforços colaborativos com as outras organizações.

Dessa maneira, levantou-se o problema de como as Forças Armadas coordenam seus esforços colaborativos com as outras organizações nos casos de desastre natural.

Para responder a esse questionamento, a tese analisou a coordenação dos esforços colaborativos das Forças Armadas com outras organizações nos casos de desastre natural ocorrido em Santa Catarina (2008), Alagoas e Pernambuco (2010) e região Serrana do Rio de Janeiro (2011), buscando conhecer como as Forças Armadas realizam a coordenação de seus esforços.

O arcabouço teórico fundamentou-se nas relações e coordenação interorganizacional no contexto das emergências e respostas a crises, pesquisados no meio acadêmico e na doutrina militar brasileira. Metodologicamente, o trabalho se baseou na estratégia da comparação, por concordâncias e discrepâncias, dos casos estudados.

A partir dos resultados foi possível concluir que as Forças Armadas executam a coordenação de seus esforços colaborativos com as outras organizações em desastre natural empregando determinadas técnicas para superar dificuldades que se apresentam a essa coordenação.

Palavras-chaves: Coordenação Interorganizacional, Relações Interorganizacionais, Operações (em ambiente) Interagências, Desastre Natural, Operações Humanitárias, Coordenação Interagências , Relações Interagências.

registrado em:
Fim do conteúdo da página