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O Desenvolvimento da Capacidade de Defesa Cibernética Brasileira: exposição oral realizada no XIII Encontro Nacional de Estudos Estratégicos (ENEE)

Publicado: Quinta, 16 de Julho de 2015, 13h49 | Última atualização em Quinta, 16 de Julho de 2015, 13h49 | Acessos: 6732

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Resumo do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC): O Desenvolvimento da Capacidade de Defesa Cibernética Brasileira

A Era da Informação elevou o conhecimento da humanidade a níveis nunca antes vistos. As comunicações transformaram o mundo, principalmente a partir de meados do século XX, tornando o planeta uma sociedade global. O surgimento da internet trouxe grandes vantagens para o homem, mas com essa evolução surgiram ameaças virtuais e reais no novo ambiente criado pelo homem, o ciberespaço. A questão da ameaça cibernética criou novas e complexas ameaças às soberanias dos Estados Nacionais. A metodologia empregada foi a de análise de conteúdo de obras de autores e teóricos com expertise no assunto cibernético. Inicialmente, partiu-se da premissa da necessidade da criação de uma política nacional de segurança cibernética, buscando a coordenação dos esforços nacionais na busca da segurança cibernética.

No decorrer do trabalho foi estudada a complexidade da questão cibernética à luz da teoria cibernética de Wiener e da complexidade de Morin.A necessidade do tratamento transdisciplinar da questão cibernética e sua relação com os demais assuntos de segurança nacional foi abordada segundo a visão de Jantsch e Pombo. O estudo da problemática cibernética, no contexto da guerra assimétrica e da guerra de quarta geração, como um paradigma presente na guerra do século XXI, foi necessário para que o leitor possa se ambientar com os termos utilizados, bem como com os novos conceitos surgidos neste início de século, podendo o conflito cibernético ser enquadrado tanto no conceito de guerra assimétrica como no de guerra de quarta geração. O termo guerra cibernética foi discutido, tentando-se desmistificar o termo criado, colocando a ameaça cibernética no seu real contexto. Todas as mudanças provocadas pelo surgimento da ameaça cibernética fizeram com que os países mais desenvolvidos do planeta, tais como os Estados Unidos da América e os membros da OTAN organizassem medidas para combater tal ameaça. Nesse contexto a Estratégia Internacional Norte-americana para o ciberespaço e a Política da OTAN para o ciberespaço foram estudadas de forma a se obter subsídios para uma proposta de Política Nacional de Segurança Cibernética (PNSC) no Brasil. Foi realizado um estudo sucinto da Administração Pública Federal Brasileira e dos seus fundamentos com a finalidade esboçar um modelo para a construção de uma Política de Segurança Cibernética efetiva e que gere sinergia nos esforços de proteção do espaço cibernético brasileiro. Aproveitou-se o trabalho realizado no Livro Verde de Segurança Cibernética, editado pela SAE, para corroborar a hipótese inicial de que existe a necessidade premente da criação de uma Política de Estado, a Política Nacional de Segurança Cibernética, com o objetivo de regular as ações no espaço cibernético tornando possível a busca da segurança no ciberespaço brasileiro e a defesa deste espaço, essencial para a defesa nacional.

Palavras-chave: 1. Segurança. 2. Defesa. 3. Cibernética. 4. Política/Estratégia Nacional (Brasil). 5. Guerra Cibernética.

 Alexandre Lückemeyer Machado Carrion

(Programa de Pós-Graduação em Ciências Militares (Especialização)/Instituto Meira Mattos/Escola de Comando e Estado-Maior do Exército)

 Eduardo Xavier Ferreira Glaser Migon

(Programa de Pós-Graduação em Ciências Militares/Instituto Meira Mattos/Escola de Comando e Estado-Maior do Exército)

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