Doutor em Ciências Militares pela Escola de Comando e Estado-Maior do Exército e em Política e Estratégia Marítimas pela Escola de Guerra Naval. Especialista em Direito Internacional dos Conflitos Armados pela Universidade de Brasília. Cursou aperfeiçoamento em emprego tático de Infantaria no Exército dos Estados Unidos e integrou o contingente bra...sileiro da missão de paz da ONU em Angola. Foi instrutor e assessor militar junto à Academia Militar de West Point (EUA) e comandou o Batalhão da Guarda Presidencial. É professor-tutor da Escola Superior de Guerra e revisor, para o Comitê Internacional da Cruz Vermelha, dos Comentários à III Convenção de Genebra de 1949, que versa sobre prisioneiros de guerra. Autor da obra "Direito Internacional Humanitário: ética e legitimidade no uso da força em conflitos armados", publicado pela Editora Juruá. Em 2018, durante a Intervenção Federal na Segurança Pública do Rio de Janeiro, foi Porta-Voz do Gabinete de Intervenção Federal e do Comando Conjunto das Operações de Garantia da Lei e da Ordem. Atualmente é o Chefe da Comunicação Social e Porta-Voz do Comando Militar do Leste (RJ).  Mais

Inteligência eficaz não pressupõe ausência de confronto

“Os espiões são os personagens centrais de uma guerra. Sobre eles repousa a capacidade de movimentação de um exército” (SUN TZU).

A literatura e o cinema ajudaram a cristalizar a percepção de que a boa inteligência é aquela que se baseia essencialmente na espionagem. Autores como Tom Clancy, Ian Fleming e Frederick Forsyth eternizaram personagens dotados de múltiplas qualidades, requeridas tanto para trabalhos de campo quanto para análise de informações. No mundo real, sabemos que isso raramente funciona. Bons analistas são dotados de atributos cognitivos que não têm a ver com a arriscada tarefa de garimpar dados brutos cuja qualidade é diretamente proporcional à periculosidade do ambiente em que estão diluídos. É o trabalho de análise dos dados, por sua vez, que resulta no assessoramento preciso ao tomador de decisão. Mas para que esse auxílio possa existir, é necessário que os fragmentos de informação cheguem ao analista.

Continuar lendo
  6306 Acessos
  14 comentários
6306 Acessos
14 comentários

Comunicando a Intervenção Federal: o paradoxo informacional da confiabilidade verde-oliva

As características da Intervenção Federal na Segurança Pública do Rio de Janeiro – setorial, consentida e com cargo de titularidade de um militar da ativa – representaram um ineditismo não apenas polí...
Continuar lendo
  1920 Acessos
  7 comentários
1920 Acessos
7 comentários

Que guerra é essa? Ou melhor... Que civil é esse?

A depender das repetidas ocasiões em que os porta-vozes do Exército – e o próprio Comandante – argumentam que o emprego da tropa em operações de garantia da lei e da ordem (GLO) é constitucional, pode...
Continuar lendo
  3368 Acessos
  12 comentários
3368 Acessos
12 comentários

Batman Versus Superman (2016): O Direito Internacional dos Conflitos Armados a partir de uma Perspectiva Geek

O duelo cinematográfico entre o homem-morcego e o homem de aço não deixa dúvidas quanto ao simbolismo das oposições que se buscou estabelecer no roteiro: escuridão versus luz; mistério versus clareza;...
Continuar lendo
  1012 Acessos
  0 comentários
Marcado em:
1012 Acessos
0 comentários